AFAVITAM

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Vida, verdade e justiça

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Segurança do transporte aéreo é um tema que envolve muitas questões que não podem ser resolvidas pela busca do consenso na nossa sociedade.

Requer especialistas.

O transporte aéreo de passageiros tem sido alvo de debates e opiniões, muito influenciadas pela mídia, muitas vezes fortemente atrelada à propaganda governamental e privada.

O que se vê no transporte aéreo nos últimos anos são pseudo-soluções, caracterizadas por espelharem o lugar comum, sem atacar os reais problemas de segurança, item fundamental que o público desconhece. Aeroportos foram embelezados. Mas e a infraestrutura de SEGURANÇA como fica?

As Recomendações de Segurança emitidas pelo CENIPA (FAB) estão cada vez mais desprestigiadas.

O sistema de administração da aviação civil, caracterizado pela ANAC e INFRAERO, tem cada dia mais cargos e postos à mercê da política governamental e das pressões da iniciativa privada.

A ANAC, como a maioria das Agencias governamentais, também passou a ser um eco só de questões superficiais levantadas pelo público, e também uma forte aliada nas questões que interessam às empresas aéreas.

O primeiro mandamento da TAM, - NADA SUBSTITUI O LUCRO - ostentado em suas dependências, impresso para seus funcionários, caracteriza bem a ganância desmesurada em detrimento da segurança que só é citada no terceiro mandamento - Mais importante que o cliente é a segurança -. Na lista das 60 maiores empresas do mundo em 2010, a TAM ocupa o último lugar em segurança, conforme relata a agência alemã de notícias Deutsche Welle na classificação divulgada em janeiro de 2011. Mas isto é pouquíssimo divulgado. (http://www.dw-world.de/dw/article/0,,14777013,00.html)

Não suficiente, o aeroporto de Congonhas, encravado perigosamente entre milhares de cidadãos paulistas, continua a operar, muito embora não satisfaça a vários requisitos da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), o mais aceito e respeitado órgão internacional de segurança aérea. Mas mesmo assim teve a sua frequência de voos aumentada. (http://melhoresnegocios.com/mn/2010/01/azul-webjet-e-nht-disputarao-slots-em-congonhas/)

A AFAVITAM continua lutando para que a verdade sobre a tragédia do voo JJ3054 venha a público e que justiça seja feita. Em nosso país, somente crimes ambientais dão direito à penalização de empresas e entidades. Mas acreditamos que as pessoas que de alguma forma contribuíram para o resultado do voo TAM JJ3054 respondam por seus atos na justiça.

No desastre do voo JJ3054 foram 199 vítimas fatais, 199 pessoas que fazem muita falta às famílias e à sociedade.

A conclusão das investigações da Policia Civil-SP e MPE-SP, que já foram concluídas e cujos resultados foram amplamente divulgados pela imprensa, apontaram como responsáveis pela tragédia pessoas da TAM, ANAC, INFRAERO, além de pedir providências em relação a empresa AIRBUS.

Baseadas nas falhas percebidas na catástrofe, a investigação do CENIPA, que visa somente a prevenção, gerou grande número de Recomendações de Segurança de Voo (RSVs) e Recomendações de Segurança Operacional (RSOs) à ANAC, TAM, INFRAERO, AIRBUS e ao próprio CENIPA.

O inquérito da Policia Federal, que incorporou ao final de 2008 o inquérito da Policia Civil de São Paulo, com um novo delegado, em apenas 2 meses responsabilizou apenas vítimas (pilotos) pelo ocorrido.

Decorridos 47 meses, o Procurador da República, Dr. Rodrigo De Grandis, do Ministério Público Federal de São Paulo, após formar sua convicção, denunciou 3 pessoas por “Atentado contra a segurança da aviação”.

01-TAM (ex-diretor de segurança de voo) Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro

02-TAM (ex-vice-presidente de operações) Alberto Fajerman

03-ANAC (ex-diretora) Denise Maria Ayres Abreu

Nós, familiares das vítimas, temos a expectativa de que esta denúncia sirva para a reflexão de todos os envolvidos no setor de transporte aéreo, e que os mesmos revejam seus procedimentos e práticas com o objetivo de tornar o transporte aéreo mais seguro. E que a JUSTIÇA seja aplicada de forma severa para que o resultado desta denúncia sirva como exemplo e não tenhamos outras tragédias no futuro.

 

 

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